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Por Jorn. Eliane Cargnelutti Torres | Postado em: 27/11/2019 - 18:11
“Circo continua livre como sempre e não vai acabar”, afirma artista
“Circo continua livre como sempre e não vai acabar”, afirma artista

“O circo continua livre, como sempre, e não vai acabar. Ele esta presente em vários formatos, seja o circo de lona pequeno ou grande, no circo social, empresarial, na academia, como atividade física, e também como pesquisa. Ele está presente em todos os lugares. O Brasil é muito grande e temos muito circo por aí”, afirmou na quarta-feira, 27, em Toledo, o professor e artista circense Aires Coutinho, de Maringá. Atualmente, além de dedicar-se à arte, com um espetáculo que mantém há 12 anos e que já levou para toda a América Latina e alguns países da Europa, ele trabalha como docente em um curso de pós-graduação e ministra diversas oficinas e outros cursos. Em Toledo, Aires integra a comissão que avalia os projetos sociais inscritos na Mostra e ministra oficinas de monociclo e de passe de claves, nesta quinta-feira, no picadeiro do Circo da Alegria. 

Aires teve o seu primeiro contato com malabares na adolescência, em uma brincadeira no colégio, através de um amigo que deu o equipamento para ele, por perceber que ele tinha habilidade para isso. Mas foi só em 2004, aos 22 anos de idade e iniciando o curso de Educação Física que começou a atuar profissionalmente. Ele se especializou em malabarismo e equilíbrio em objetos com monociclo. Participou de diversas convenções de malabarismo, que abriram um mundo novo de oportunidades, truques e informações, entre outros cursos e treinamentos.

Ele seguiu a risca o conselho do pai, dado em uma sinaleira, onde ele fazia uma rotina com malabares. “Eu sou o primeiro da minha geração no circo. A minha família é de médicos, promotores, juízes. Um dia eu estava fazendo uma apresentação em uma sinaleira e o meu pai estava aguardando para passar. Eu não sabia. Terminei a minha rotina e depois passei o chapéu. Quando cheguei no carro do meu pai ele baixou o vidro e me perguntou. ‘É isso mesmo que você quer fazer?’. Eu confirmei, ele pegou um dinheiro, olhou bem nos meus olhos e disse. ‘Então estude isso aí’. Depois colocou o dinheiro no chapéu e seguiu”.

Hoje, além das apresentações artísticas, Aires investe na formação de outras pessoas, como forma de retribuir aquilo que o circo acrescentou na vida dele. Ministra oficinas de malabarismo, acrobacias aéreas, monociclo, entre outras, e procura manter-se sempre atualizado, acompanhando a evolução e fazendo novas pesquisas de materiais e manobras. Ele acredita que este é o caminho que deve ser seguido por todos os profissionais, independente na área onde atuam, para não ficar desatualizados. “O mundo gira e a gente precisa acompanhar”, ressaltou, acrescentando que o circo muda a vida das pessoas, tanto familiar, como social e pessoal, através da superação de limites.

Pela sétima vez em Toledo, acompanhando a Mostra e o Festival, Aires afirma que percebeu uma evolução muito grande nos projetos sociais que participam da programação. Segundo ele, os grupos apresentam uma nítida evolução não somente nas performances no palco, com mais recursos para trabalhar nos espetáculos, como também nas relações sociais, com um respeito maior entre os artistas.

A XIII Mostra de Circo Social e VI Festival Nacional de Circo de Toledo é uma realização da prefeitura de Toledo, Secretaria de Educação, Escola Municipal Anita Garibaldi/Circo da Alegria e Circo Ático e conta com o apoio das secretarias municipais de Assistência Social, Cultura, Esporte, Comunicação, Administração e outros parceiros.



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